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Não se faz mais vestibular como antigamente.

Confira o artigo do Prof. Alexandre Abbatepaulo, Diretor Geral da Lourenço Castanho


Manter-se atualizado com a estrutura dos processos seletivos das principais universidades e faculdades brasileiras é uma missão quase impossível, inclusive para profissionais da educação. A impressão mais comum é a de que nossos filhos, para passar no tão desejado curso, farão provas e mais provas, todas elas buscando identificar aqueles que memorizaram a maior quantidade de conteúdos conceituais, exatamente como fizemos em nossos vestibulares há 20 ou 30 anos. Pois isso mudou, e muito. 

Assim como o mercado de trabalho já faz há um bom tempo, os principais cursos superiores do país incluíram em seus processos seletivos, etapas que buscam identificar competências sócio-emocionais em seus candidatos. Esse movimento começou com o curso de Direito da Fundação Getúlio Vargas que, desde a sua criação em 2002, incluiu um exame oral com uma apresentação individual e um debate em grupo.  Seguindo esta tendência, o curso de Engenharia do INSPER, ao ser criado, introduziu também um exame oral com sucessivas discussões em grupo, observando, entre outras características, a capacidade do candidato se comunicar de maneira assertiva, de expressar os próprios pontos de vista, de trabalhar em equipe, de apresentar argumentos e de escutar argumentos de outras pessoas. 

O mesmo caminho seguiu o curso de Medicina do Albert Einstein, que adotou as Mini Múltiplas Entrevistas (MME), um processo seletivo utilizado por muitas faculdades de medicina no Canadá, Reino Unido, e em mais de 30 cursos nos EUA. As MME consistem numa série de 8 (oito) estações de avaliação estruturadas e com tempo controlado, baseadas em “cenários” que darão aos candidatos diferentes oportunidades de expor suas impressões e habilidades. As competências avaliadas incluem comunicação efetiva, empatia, pensamento crítico, liderança, ética, compaixão e motivação. 

Nessa mesma linha, seguiram os cursos de Administração da FGV. Seu atual processo seletivo inlcui duas produções de texto (uma Carta de Motivação e uma dissertação sobre “Interpretação do Brasil Contemporâneo”) e uma entrevista com professores da faculdade, na qual o candidato deverá defender os argumentos presentes nos textos enviados. Será observada, segundo o manual do candidato, “a capacidade de influenciar o meio em que atua, interagir com novas experiências sociais e de exercer plenamente sua autonomia nas organizações, respeitando as posições dos demais indivíduos”. 

As “Competências do Século XXI” chegaram aos vestibulares. Cabe à escola compreender que, além de trabalhar os conceitos exigidos nas provas formais, ela deve proporcionar espaços para o aluno desenvolver sua capacidade crítico-argumentativa, expressar-se oralmente, resolver problemas reais, refletindo sobre o mundo em que vive e construindo significados pessoais. Projetos que integram as diferentes áreas do conhecimento, seminários, Projeto Científico, debates e estudo de campo são algumas das estratégias adotadas pela Lourenço Castanho para enriquecer a formação educacional dos seus alunos, em equilíbrio com a eficácia pedagógica.


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