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Alunos do 7° ano visitam museus da cidade de São Paulo

A vivência faz parte do Projeto de Série


Durante a manhã do dia 10, os alunos do 7° ano dividiram-se em grupos para visitar diversos museus da cidade. Os destinos foram a Pinacoteca do Estado, o Museu de Zoologia da USP e o Museu da Cidade “Solar da Marquesa”.

O intuito da divisão das salas em cada um dos espaços é que os alunos absorvessem o conteúdo durante a saída e proporcionassem uma explicação para os colegas, como conta o professor de História, Victor De La Jousselandiere.

“Essa foi uma maneira pensada para proporcionar ao aluno uma apropriação do que viu durante a saída, através de uma apresentação para os colegas. Que ele seja capaz não somente de entender a discussão, como transmiti-la aos demais”.

O estudo de campo está ligado ao Projeto de Série do 7° ano “Patrimônios e Heranças”. Todos os museus apresentam em seu acervo um tipo de patrimônio: patrimônio histórico, artístico e biológico.

No primeiro momento, os alunos fizeram uma investigação no Parque da Independência, localizado em frente ao Museu do Ipiranga. O foco dessa etapa era que os estudantes pudessem procurar seres invertebrados no espaço e observar as relações que estabelecem com o meio e outros animais.

“Essa observação tem a ver com o patrimônio ambiental. A abordagem dos invertebrados é importante porque eles são uma parte muito significativa da biodiversidade e são menos lembrados que os outros animais”, disse Cristiane Honora, professora do componente curricular de Ciências da Natureza.

No Museu de Zoologia, os alunos puderam ver espécies atuais empalhadas e também reproduções de espécies extintas. Esse panorama possibilitou que estabelecessem paralelos entre as características morfológicas de espécies existentes hoje e as de outras eras.

“Os fósseis, no Brasil, são considerados patrimônios nacionais e por isso existe a necessidade de serem depositados em museus. Essa visão desconstrói a ideia de que patrimônio tem a ver com financeiro”, complementa Cristiane.

Além de fazer parte da temática do projeto de série, a saída também conversa com o conteúdo de evolução estudado pelo 7° ano durante o segundo semestre de 2019. O contato com os fósseis possibilita que sejam feitas comparações entre a anatomia dos animais.

Museu Solar da Marquesa de Santos
O espaço, que já sediou a casa da Marquesa de Santos e a Casa dos bispos de São Paulo, é o segundo museu mais importante da cidade.

Por conta das diversas finalidades que o prédio recebeu desde o século 19, quando foi construído, as marcas das transformações eram visíveis e esse era um dos pontos que os alunos deveriam observar.

Na exposição, as atenções estavam voltadas para a origem dos objetos ali expostos, já que o acervo conta com móveis de diferentes épocas. “A ideia era que os alunos percebessem como é formado o acervo de um museu histórico, o que esse acervo pode nos contar sobre o passado da cidade e como as próprias marcas no edifício contam histórias”. 

O conteúdo visto durante o estudo de campo estabelece uma ponte com alguns temas tratados dentro do componente curricular de história através do filme “Museu”, que aborda patrimônios pré-colombianos do México. “Essas discussões paralelas se reforçam. Enquanto nós fazemos essa reflexão sobre a formação dos museus aqui da cidade, é possível também abordar o início do curso de América na Idade Média”.

Pinacoteca
A visita à exposição permanente da Pinacoteca do Estado, “Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo”, teve como objetivo abordar a história da cidade através da arte.

O museu possui um acervo amplo de obras que retratam a período acadêmico e moderno tornando-se “importante instrumento de preservação não só de obras artísticas que fazem parte da nossa história da arte, mas também de imagens importantes que nos revelam a história e a cultura do nosso país”, explica Gisela de Azevedo Noronha, professora do componente de Artes Visuais.