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Ciclo de Palestras APLOC

Álcool e drogas na adolescência


No último dia 26, a APLOC promoveu uma palestra com a Promotora de Justiça da Infância e da Juventude, Dra. Luciana Bergamo. Para uma audiência de pouco mais de 40 pessoas, com as presenças de uma das fundadoras da Escola, Sylvia Gouvêa, e do Diretor Geral, Alexandre Abbatepaulo, a Promotora expôs seu trabalho com a prevenção do uso de drogas e a garantia à segurança dos adolescentes em festas promovidas por comissões de alunos de várias escolas particulares da capital.

 
Durante a palestra de duas horas, a promotora explicou que festas para crianças e adolescentes são permitidas, desde que haja, além de um alvará judicial, o alvará da prefeitura, certificando que o lugar é seguro e que não haverá oferta de álcool. Porém, eventos ilegais são promovidos nas redes sociais e até mesmo na porta ou nos arredores de vários colégios de São Paulo. “A Promotoria Pública do Estado de São Paulo está atenta a tudo isso e acredita que a prevenção é sempre a melhor medida. Em 2012, criamos o projeto ‘Balada Legal’ para evitar que eventos destinados ao público menor de idade tenham oferta de bebida alcoólica, o que é proibido por lei. Mas a gente não queria mais agir apenas remediando – ou seja, indo até a festa e interditando o evento. Nosso objetivo era fazer com que eles nem mesmo chegassem a acontecer”, contou Luciana.


Segundo a Dra. Luciana Bergamo, a prevenção tem de começar em casa, sendo a família a primeira responsável. Apesar disso, a união de diversos setores é fundamental para evitar que os jovens usem substâncias entorpecentes. “Ninguém faz nada sozinho. É importante alinhar a família, a escola, o governo e toda a sociedade. Temos que nos unir, trabalhar em rede, informar e orientar. Conscientizar sobre os perigos de frequentar espaços sem segurança nenhuma e de usar bebida alcoólica, que também é uma droga, por mais que seja lícita e socialmente aceita”, afirmou.


Também alertou que muitas vezes as baladas acontecem em casa: “Mais recentemente, vimos até jovens comprando álcool para pequenas reuniões com os amigos, pedindo comida por aplicativos como Uber Eats e iFood e encomendando a bebida junto. E eles estavam fazendo isso na área social do prédio sem que os pais ficassem sabendo. Também há o uso de documento falso para entrar em casas noturnas”, relatou a promotora.


Além do crescente uso de RGs falsos, a palestrante também colocou que foi alertada por pais sobre o uso de cigarros eletrônicos por menores, dispositivo altamente viciante e prejudicial à saúde. Depois do alerta, constatou a falta de Legislação Nacional para atuar principalmente no uso desses aparelhos.


As perguntas dos presentes demonstraram a preocupação das famílias em garantir a saúde e bem-estar de seus filhos, e a necessidade de formarmos uma rede de informação entre a comunidade e a escola. A APLOC continuará com seu trabalho de organizar eventos que possam ajudar nessa missão de educar e informar nossos jovens.