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2° ano D faz descoberta sobre tenébrios

Trabalho desenvolvido no componente Ciências da Natureza


Durante o primeiro semestre de 2019, os 2°s anos iniciaram estudos sobre transformações nas estruturas corporais, tanto humanas quanto dos animais. No primeiro momento, os estudos giraram em torno do corpo humano e suas transformações ao longo da vida, como o crescimento e a troca de dentes.

Dando prosseguimento ao conteúdo, cada um dos grupos do 2° ano começou a acompanhar o crescimento de animais que passam, em alguma fase da vida, por metamorfose. Os bichos escolhidos foram: girinos, lagartas e tenébrios.

O objetivo dessa interação era a observação das fases da vida e o registro de cada uma delas. O 2° ano D teve como objeto de estudo o tenébrio, também conhecido como larva-da-farinha.

Durante um dos momentos de observação, as crianças repararam que as larvas haviam fugido do aquário e estavam dentro da placa de isopor fixada no fundo do recipiente.

Ao analisar mais de perto, perceberam que, além de entrarem na placa, as larvas estavam se alimentando do material.

Ao questionar Cristiano Guastelli, Coordenador da área de Ciências da Natureza, obtiveram a resposta de que o comportamento não era habitual. A Professora do grupo, Danielle Fontenelle, resolveu seguir com a pesquisa para entender o comportamento e estimulou as crianças cada vez mais a proporem hipóteses para o acontecimento.

Danielle contou que, em meio às pesquisas que os alunos fizeram sobre os besouros, acharam um estudo da Universidade de Stanford sobre a relevância que os animais podem ter no futuro para a problemática de acúmulo de lixo no planeta, o que impulsionou ainda mais a curiosidade a respeito dos bichos.

Os alunos sugeriram que fossem iniciados dois novos aquários: um apenas com lascas do material e outro com a alimentação que era seguida antes. Todos os dias, as crianças visitavam o laboratório para observar o crescimento, se as pupas já haviam se transformado em besouro e faziam anotações. Uma das principais conclusões foi que a movimentação e o crescimento dos animais dentro do aquário com isopor eram muito mais latentes quando comparadas ao outro grupo.

A sequência didática de ciências da natureza estava prevista no planejamento do grupo apenas para estudar, de uma forma mais lúdica, como acontece o processo da metamorfose. Porém, com o acontecimento inesperado, tornou-se uma investigação científica, como explica Cristiano Guastelli.

“Com essa investigação, os alunos passaram a elaborar explicações para os fenômenos que haviam acontecido e esse é o objetivo da ciência. Eles estão se aproximando muito de um trabalho de investigação científica, pois levantaram perguntas, planejaram um experimento, começaram a obter repostas e dados para conseguir essas explicações”.

Cristiano ainda acrescenta que a vivência científica contribuirá com a produção que os alunos da Lourenço Castanho fazem na 2ª série do Ensino Médio, quando produzem uma pesquisa científica.

“Esse estudo funciona como uma metáfora para vida dos alunos. Nós podemos pesquisar o que quisermos, basta termos um olhar curioso para o ambiente ao nosso redor e é isso que nós, da Lourenço, trazemos ao aluno” conclui Danielle, que afirmou que o grupo continuará em busca de respostas sobre os bichinhos e seu novo “hábito alimentar”.