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Turmas dos 9°s anos visitam Lugares de Memória em São Paulo

O estudo de campo faz parte do projeto “Por Lugares de Memória”


As turmas dos 9°s anos estão participando do projeto “Por Lugares de Memória”, que tem como objetivo conhecer e investigar os espaços que foram importantes na Ditadura Civil Militar aqui em São Paulo.

Esse trabalho é o resultado de uma parceria entre os componentes de história e geografia, que estão apresentando para as turmas os governos autoritários no século XX e as características do mundo durante a Guerra Fria, respectivamente.

Como primeira etapa, no dia 23 de agosto, os alunos foram divididos em 4 grupos e visitaram o teatro TUCA – na Pontifícia Universidade Católica (PUC), o DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna), a Praça da Sé e a Rua Maria Antônia. Os estudantes foram guiados pelos membros do coletivo PISA, grupo formado por jovens da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP).

Como parte da investigação, entrevistavam pessoas que transitavam pela rua e fizeram três perguntas base: se as pessoas conheciam aquele lugar; se sabiam qual era a relação do espaço com o período ditatorial e, se conheciam, qual era a opinião do entrevistado sobre a preservação do local. Todo esse material foi gravado.

O jovem Victor Domenech, do 9ºA, visitou o TUCA e contou como foi a sua experiência: “A equipe a que pertenço conseguiu entrevistar a reitora da PUC e ela nos ajudou bastante, falando coisas bem relevantes para o nosso minidocumentário e pedindo para a assessoria de comunicação institucional compartilhar algumas imagens conosco”.

Para almoçar, os grupos se encontraram na Sala São Paulo e, depois, seguiram para o Memorial da Resistência, finalizando o estudo de campo. No museu, os alunos discutiram sobre a importância da preservação desses lugares de memória, visitaram as celas do antigo presídio, ouviram depoimentos de presos políticos e debateram sobre a relevância da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A segunda etapa ocorreu na sexta-feira, 30 de agosto, com a visita do diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política, Maurice Politi, à Unidade do Fundamental 2, para uma conversa com os estudantes. Maurice apresentou os lugares de memória que existem em São Paulo e contou sobre a construção do Memorial da Luta pela Justiça, que será localizado na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, perto da região da Sé. Nesse edifício, nas suas antigas instalações, ficava a Auditoria Militar, local em que ocorriam os julgamentos na época da Ditadura Civil Militar. Os jovens prepararam perguntas para o especialista.

Como produto final, cada grupo produzirá um minidocumentário com as informações e gravações que conseguiu através do estudo de campo e das entrevistas. Além disso, os grupos também criarão um cartaz com as referências geográficas do local, como os melhores transportes para chegar ao lugar de memória, para divulgação desses espaços. Essas peças serão expostas na Mostra Cultural, no sábado dia 26 de outubro.

A professora de geografia, Mariana Doneux, comentou o que mais impactou os alunos:  “Percebemos que o que mais chama a atenção é a questão da temporalidade, pois são processos políticos que ocorreram há pouco tempo e, visitando esses espaços, conseguimos humanizar e trazer para a realidade esses momentos vividos pelo país”.

“A ideia é produzir uma reflexão com os alunos de como a história é construída. Além dos documentos físicos, as memórias também estão presentes no processo”, finaliza o professor de história, Juliano Custódio.