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7° ano entrevista especialistas em dispersão e polinização

Pesquisadores da USP e da UNICAMP participam de atividade com alunos


Nos dias 30 de agosto e 2 de setembro, os alunos do 7° ano conversaram com o biólogo Adrian David González Chaves, pesquisador do tema polinização, e com o Prof. Dr. Mathias Mistretta Pires, sobre a dispersão de sementes através de animais dispersores.

Mathias, atualmente, é Professor Doutor no Departamento de Biologia Animal do Instituto de Biologia da UNICAMP, Adrian é Doutorando da Universidade de São Paulo (USP) e trabalha principalmente com a relação da conservação e produção agrícola.

A conversa teve como objetivo auxiliar os alunos no desenvolvimento dos trabalhos que serão apresentados na Mostra Cultural, que acontecerá em outubro. Os projetos terão como problemática a extinção de animais dispersores e polinizadores e o impacto desse fenômeno na natureza, com foco em achar possíveis soluções para minimizar os prejuízos causados pela falta desses animais.

Além de auxiliar nas produções para a Mostra, a vivência com os pesquisadores possibilitou uma nova abordagem para o Projeto Integrador de Série do grupo, que tem como tema o patrimônio, como explica Tatiana Mendes, Professora de Tecnologia Educacional.

“Para aproveitar o ensejo do tema do Projeto, acrescentando o Estudo de Campo que os alunos fizeram em Paraty, pensamos que a vivência que tiveram com a biodiversidade do ambiente poderia ser uma ponte entre o estudo dos patrimônios e a ciência e a tecnologia”.

Cristiane Honora, Professora do componente curricular de Ciências, complementa a fala de Tatiana dizendo que esse trabalho multidisciplinar também “amplia o repertório dos estudantes sobre diferentes tipos de patrimônio, desde o material até o biológico” e salienta que a vivência com o pesquisador ressignifica a absorção do conteúdo.

“Os alunos consomem estudos científicos através dos livros e poder conhecer alguém que produziu aquele conteúdo e entender um pouco sobre a trajetória da produção faz com que valorizem a ciência no Brasil e no mundo e a vejam como forma de solução de questões e como parte de importantes descobertas”.

Dentro do laboratório de criação, os alunos irão discutir sobre as propostas de solução que têm em mente e se serão utilizadas ferramentas tecnológicas para essa implementação.

Lucas Acan e Nina Fernandes, do 7°C e do 7°A, respectivamente, contaram o que acharam da experiência com os pesquisadores.

“Eu achei uma oportunidade muito boa para o desenvolvimento do nosso projeto. Foi uma forma de esclarecer uma dúvida que eu tinha sobre a distância que a semente filhote tem que ter da árvore mãe”, aponta Lucas.

“Foi uma experiência ótima para que pudéssemos tirar algumas dúvidas que tínhamos sobre os temas e, com base nas respostas, vai ficar mais fácil criar as soluções de que precisamos” concluiu Nina.

Em sua primeira participação em um projeto da Escola Lourenço Castanho, Adrian conta que esse tipo de oportunidade aproxima os pesquisadores da sociedade em geral: “Às vezes somos muito criticados porque o conhecimento que produzimos não é compartilhado com a sociedade, então, é muito importante que esses estudos cheguem a essas novas gerações. Vir a uma escola e ver a criançada tão animada com a temática, fazendo perguntas e dispostas a entender, aumenta nossa vontade de transmitir o que fazemos”.