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Educação Infantil visita exposição na USP

Alunos do Infantil 2 visitaram a exposição “Memórias de uma infância em cenas infantis”


A exposição “Memórias de uma infância em cenas infantis” está sediada na Biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. As obras de Sandra Guinle foram doadas ao MEB – Museu da Educação e do Brinquedo da FEUSP.

Antes da saída, as crianças foram inseridas no contexto da exposição através de imagens de obras mostradas pelas professoras em sala de aula. As esculturas da artista remetem a jogos e brincadeiras presentes em sua infância.

Depois desse primeiro contato através das fotos, as professoras apresentaram para os alunos como eram as brincadeiras que estavam sendo representadas, pois muitas delas ainda não eram conhecidas pelas crianças, como carrinho de rolimã, bambolê e peteca.

A exposição é composta por esculturas interativas que permitem que as crianças tenham um contato direto, rodando as obras, subindo nelas e tateando os elementos que compõem as estátuas.

“A intenção é ampliar o repertório dos alunos, mostrando esculturas que remetem ao universo deles, e permitir que interajam, toquem e participem de uma forma mais livre, instigando a vontade deles de frequentar uma próxima exposição e, assim, desenvolver o gosto pela arte”, diz Bruna Tena, professora do Infantil 2B.

Sandra Guinle estava presente durante todo o caminho das crianças por entre as obras, conversando com eles sobre sua infância, sobre o que representava cada uma das estátuas e estabelecendo paralelos entre as brincadeiras que fazia quando criança e as que os alunos fazem hoje.

Bruna relata como o contato direto com a artista compõe a experiência: “A Sandra conta sobre a vivência dela na construção das obras. Então, sem dúvida alguma, torna a visita mais significativa, através das explicações e narrativas que ela desenvolve, que eu acho que nenhum outro monitor ou até mesmo as professoras fariam com tanta propriedade”.

A professora destaca ainda a importância da atividade para que as crianças se aproximem de um novo tipo de arte que lhes dará uma inspiração para a atividade relacionada com a saída: a produção de suas próprias esculturas de argila.

A diretora pedagógica Márcia Sprenger descreve o processo de apreensão das crianças e salienta o quanto esse tipo de saída pedagógica é benéfica.

“Nessa idade, as crianças precisam do concreto para que as experiências sejam concluídas e para que o aprendizado saia do mundo das ideias. Assim, elas percebem o que está acontecendo. Por isso, sempre antes de uma saída pedagógica, nós apresentamos a parte teórica para que elas complementem com a prática. Em uma exposição em que elas conseguem tocar a obra, em que a obra recria o movimento real do que elas vivenciaram na Escola, o aprendizado passa a ter uma forma concreta, não só abstrata”.