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Junção da Física com a Programação

Projeto dos professores da 3ª série está inscrito no ICLOC


A eletricidade faz parte da grade dos alunos da 3a série no curso de Física. O professor Jorge Ferreira queria tornar as atividades mais práticas do que teóricas, para deixar as aulas mais dinâmicas. Pensando nisso, ele criou, há três anos, junto com a professora de Tecnologia Educacional Regina Fernandes, o projeto “A interferência da Física e da Tecnologia Educacional na Escola”, que une a eletrofísica com a programação.

Em cada ano, os professores orientam um projeto final diferente. Em 2017, fizeram uma casa que se autogerenciava. Em 2018, criaram vários sensores, por exemplo, um que mede os raios ultravioletas e uma estação meteorológica, que será instalada na Escola e monitorada pelos alunos deste ano. O trabalho deste ano ainda não foi definido.

Com esse projeto, a Lourenço Castanho já se apresentou em vários congressos, como o da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Ele também foi aceito em uma convenção na Grécia.

A proposta começa entre abril e maio e termina em outubro. A cada 15 dias, o professor desce com os alunos para o laboratório de informática, e eles colocam em prática o que aprendem em sala de aula.

Jorge explica a importância de não ficar apenas no conceito: “Aqui ganhamos uma visão mais ampla. Na teoria tudo é lindo e funciona, mas, na prática, não é assim. O pino entorta, acaba dando mau contato, a alimentação oscila. Então, percebemos que as duas andam juntas, mas colocar a mão na massa torna mais sofisticado”.

A professora Regina comenta que está bem animada com o trabalho e que a intenção é torná-lo cada vez mais interdisciplinar: “É um trabalho cooperativo entre os dois componentes. Inclusive nossa ambição é que não fique restrito apenas entre nós, e que outras disciplinas, por exemplo, Matemática e Química, possam entrar e, assim, floresçam pela Escola”.

“A parte mais legal do curso é que eles se apropriam de certos conhecimentos e começam a fazer coisas que não precisamos propor. É nessa hora que a mágica acontece, quando o aluno vê que pode fazer, que tem um leque de possibilidades. Nessa hora, vem a sensação de missão cumprida”, finaliza Jorge.

O projeto está inscrito e será apresentado no 11º Congresso ICLOC de Práticas na Sala de Aula, que ocorrerá no dia 25 de maio de 2019, na Fundação Álvares Penteado (FECAP), Campus Liberdade, em São Paulo. O evento é uma iniciativa do Instituto Cultural Lourenço Castanho, instituição sem fins lucrativos, criado pelas fundadoras da Lourenço, e que tem como propósito o aprimoramento da educação brasileira. Na edição de 2019, serão apresentadas 1.111 práticas letivas. Trata-se do maior evento do gênero no país.