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Alunos de VIA conhecem acervo do Museu Afro-Brasil

A atividade serviu para ampliar o repertório sobre o tema do romance “Americanah”


Os alunos do Ensino Médio que participam das Vivências Interculturais Ampliadas (VIA) no curso de Book Club foram ao Museu Afro-Brasil, localizado no Parque Ibirapuera, para conhecerem o acervo e incrementarem seus conhecimentos sobre o livro “Americanah”. Durante a visita, todas as explicações e interações foram feitas em Inglês.

O livro da autora Chimamanda Ngozi Adichie, “Americanah”, conta a história de amor de Ifemelu e Obinze que começaram a namorar na escola, mas que, ao longo do tempo, se separaram. “Em um determinado tempo, ela se muda para o Estados Unidos, e ele para a Inglaterra, o que causa a separação. Com isso, várias questões surgem para pensar padrões sociais, de beleza…”, explica o professor do curso Charles Porfírio.

No primeiro encontro, o professor realizou algumas atividades para introduzir o tema. “Nós vimos alguns clipes que tratam de questões étnicas como, por exemplo, o impasse imigratório na fronteira entre os Estados Unidos e o México, que são temas que aparecem no romance que vamos estudar”, diz. Além disso, os alunos também interagiram com fotos e propagandas. “Eles viram o conteúdo, discutiram e pensaram sobre essas questões que aparecem no livro e que também acontecem no Brasil”, explica Charles.

No segundo encontro, a turma leu o primeiro capítulo e iniciou o segundo, que já apresenta as questões étnicas que estão analisando.

A visita ao Museu Afro-Brasil serviu para ampliar o repertório de leitura e análise do romance em relação a esses temas. “A ideia é que eles vejam como é a questão cultural, como ela é impactada quando as pessoas chegam a outros países”, explica o professor que destaca, também, que os alunos observaram isso ao longo da visita. “Eles comentaram sobre as obras religiosas, que são misturas de religiões africanas com a católica… e isso é como se surgisse uma nova religião,  revelando uma outra cultura, um meio termo entre a África e o Brasil”, comenta.

O acervo possui também obras contemporâneas que trabalham questões raciais, inseridas nos dias de hoje tanto nos países africanos, como em outros onde a cultura africana é presente.

No final da visita, a turma se reuniu com o professor para uma breve conversa. No próximo encontro, eles compartilharão essa experiência por meio de apresentações que ficarão a critério da escolha do aluno.