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Turmas dos 4ºs anos visitam Museu Anchieta

A saída faz parte das atividades do Projeto de Série “Qual é a cara do Brasil?”.


Para estudar a formação do povo brasileiro, os alunos dos 4ºs anos do Ensino Fundamental I visitaram o Museu Anchieta, localizado no Pateo do Collegio, para saberem um pouco mais sobre os povos indígenas e a chegada dos portugueses em território brasileiro. A atividade faz parte do Projeto de Série “Qual é a cara do Brasil?”.

Em sala de aula, os alunos começam o projeto estudando os povos indígenas e os portugueses. “Nós vamos conversando sobre como foi a chegada dos jesuítas aqui no Brasil, como que os indígenas tiveram sua cultura modificada por conta disso e a questão sobre a forma de religiosidade (que eles já tinham) até o momento em que os jesuítas chegam com a proposta de catequese. Assim, vamos mostrando e contrapondo essas mudanças”, explica a professora do 4º ano A e F, Valdirene da Silva.

A visita ao Museu Anchieta teve como propósito apresentar aos alunos algumas heranças deixadas pelos portugueses nesse período. “Realizamos essa saída para que os alunos possam ver os legados deixados na nossa cultura, principalmente na religiosidade. Então, eles podem ver diversos objetos trazidos pelos padres jesuítas, como pias batismais, imagens católicas e muitos outros”, destaca a professora.

Ao chegarem ao Museu, os alunos foram recebidos por monitores e divididos em dois grupos. Eles puderam observar algumas pinturas que retratavam momentos importantes daquela época, como a primeira missa realizada em São Paulo em 1554, também viram objetos importantes como o Baldaquino, que simboliza a ligação entre as pessoas da terra e o céu, tendo Cristo como parte fundamental disso. Eles visitaram, ainda, o espaço de relíquias, onde há vestimentas e itens do Padre José de Anchieta e, por fim, foram à Cripta, espaço localizado embaixo do Museu, onde antigamente eram enterrados os jesuítas – hábito comum naquele tempo.

Os alunos do 4ºA, Ana Luíza Carvalho, Joaquim Lima e Luíza Rabello destacam do que mais gostaram no Museu. “Gostei do lugar das relíquias, onde tinha os itens do Padre Anchieta e até uma parte do osso dele”, diz Ana Luíza. “Eu gostei do espaço onde tinha o Baldaquino”, comenta Joaquim. Luíza destaca que a visita complementa o estudo feito em sala: “Vir aqui ajudou bastante. Nós vimos vários objetos e ficamos sabendo um pouco mais sobre os portugueses, do que eles gostavam e tudo mais”, diz.

Essa visita foi apenas uma parte do projeto que ainda estudará outros povos, como os africanos e os imigrantes. “O principal do projeto é ver o quanto que as crianças conseguem derrubar os estereótipos. Nós começamos com o descobrimento do Brasil, e eles percebem que não dá para dizer que foi um descobrimento, pois já havia outro povo que vivia aqui. Outro ponto importante é que eles veem que não é porque outras pessoas são de outras culturas, que a cultura deles é ruim, eles vão vendo que cada povo tem a sua individualidade e que não pode haver preconceitos. Então acho que o maior ganho é o respeito às diferenças e à pluralidade cultural que o projeto apresenta”, destaca Valdirene.


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