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Estudar nas férias pode ser muito divertido

Confira as dicas da Profa. Sylvia Figueiredo Gouvêa


Quando a escola era, por excelência, o local do saber, os professores, os detentores de todo o conhecimento, estudar significava saber o ponto, responder aos questionários, decorar nomes e datas, e as férias eram o período de descanso e de suspensão do trabalho. Não que deixasse de haver aprendizagem durante o lazer – quantas brincadeiras, quantas descobertas, quantos lugares novos os estudantes conheciam nesse período!

Mas isso tudo nada tinha a ver com a escola. Tudo o que se referia a ela passava a existir eventualmente na vida das crianças.

No século XXI, na sociedade da informação, a aprendizagem ocupa toda a vida de uma pessoa. Se o objetivo da educação escolar é ensinar a pensar, implementar a comunicação através de múltiplas linguagens, propor desafios, articular o conhecimento com a prática e favorecer hábitos de organização do pensamento, nas férias, só se muda o local de “trabalho”. O quarto de brinquedos, os parques, a praia, o campo, as viagens, os acampamentos, a televisão, o cinema, tudo é oportunidade de importantes aprendizagens se os adultos souberem orientar as crianças e os jovens na busca de conhecimentos que os façam crescer.

Como a família pode dar conta desse papel? Não é difícil. Aqui vão algumas dicas básicas, independentes da idade do filho:

– Converse com ele, sempre que possível, interessando-se por ouvi-lo, auxiliando-o a falar corretamente e a ampliar seu vocabulário. Conte para ele fatos interessantes de seu dia, principalmente aqueles que mostrem como você está sempre aprendendo algo;

– Proponha desafios, desde os mais simples como: “quem é capaz de achar quatro folhas diferentes no jardim?”,  até os que envolvam pesquisa mais complexa. Essa atividade deve relacionar-se com a vida da família. “Ser natural”, uma consequência das conversas que estão ‘rolando’- sem condicionamentos a prêmios, sendo a recompensa a própria descoberta do prazer de aprender;

– Proporcione o contato de seu filho com a riqueza cultural de nossa cidade, incentivando-o a fazer programas, com você ou com amigos  (cinemas, exposições, shows e livrarias). Faça-o participar da escolha do evento e, depois, procure saber do que mais gostou;

– Quando estiverem andando a pé ou de carro, comente sobre o que estão vendo, siga o interesse do seu filho, deixe-o explorar suas descobertas, estimule sua curiosidade e sua capacidade de observação;

– Em viagens, aproveite para explorar os aspectos históricos e geográficos dos locais a serem visitados – estimule a pesquisa em livros, na Internet e em guias de turismo;

– Outra dica importante é a de procurar, na última semana das férias, aproximar os horários de dormir e de acordar daqueles que seu filho precisa cumprir no período letivo, para que seu organismo não sofra dificuldades;

– Enfim, mostre que aprender é bom, que o conhecimento é a maior riqueza do homem moderno e incentive seu filho a se tornar um eterno aprendiz. Assim, quando ele voltar à Escola, estará bem preparado para continuar seu contato com as aprendizagens acadêmicas formais.

Sylvia Figueiredo Gouvêa